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Introdução
Normalmente uma pergunta é feita no meio cristão:
Pode o crente perder a sua salvação no meio do caminho ou, uma vez
salvo, salvo para sempre? Geralmente, os que contestam uma resposta
negativa a esta pergunta, argumentam: Bom, se o crente não perde a
salvação, significa que ele pode fazer o que quiser e pecar a vontade!
Este foi um dos questionamentos que Paulo
respondeu quando escreveu à igreja em Roma. A pergunta era: “Havemos
de pecar porque não estamos debaixo da lei e sim da graça? (Rm.
6:15). A resposta foi um enfático NÃO! Paulo rejeitou de longe esta
hipótese.
“ De modo nenhum! Como
viveremos ainda no pecado, nós os que para ele
morremos ? (...) considerai-vos mortos para o
pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. (...)
De modo nenhum (...) Agora, porém, libertados
do pecado, transformados em servos de Deus,
tendes o vosso fruto para a santificação
e, por fim, a vida eterna.” (Rm. 6:2, 11, 15 e 22)
Podemos comparar esta doutrina a uma longa
viagem de carro. Ao estudarmos o roteiro, escolheremos o caminho que mais
nos parece seguro. Procuraremos um que tenha postos de gasolina, hotéis,
restaurantes, oficinas e postos policiais. Tudo isto porque buscamos
segurança e garantia de que chegaremos ao destino final, ainda que haja
dificuldades no percurso. Contudo, todas estas garantias não nos isenta de
dirigirmos com prudência e responsabilidade, fazermos uma boa inspeção no
veículo antes de viajarmos e estarmos com toda a documentação em dia.
Semelhantemente é a doutrina da perseverança dos
santos. Ela nos dá garantia de uma viagem segura e nos garante a chegada
ao destino final. Porém, longe de nos incitar a irresponsabilidade, ela é
um motivo a mais para nos dedicarmos a consagração e a fidelidade. Ela é
um dos motivo para corrermos com dedicação a carreira cristã, mesmo em
meio à todas as dificuldades que surgirem no trajeto. Por causa desta
sublime doutrina, podemos dizer como o apóstolo Paulo: “... porque sei
em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu
depósito até aquele Dia” (1 Tm. 1:12b).
I – A perseverança dos santos e seu
significado.
Não podemos alimentar falsas formulações a
respeito desta doutrina. Ela não significa que todo aquele que freqüenta a
igreja, que todo aquele que é batizado ou fez sua profissão de fé, ou
mesmo que todo aquele que aos nossos olhos pareça crente, perseverará até
ao fim.
No nosso Catecismo Maior temos uma boa definição
do que vêm a ser a perseverança dos santos e porque ela ocorre:
“Poderão os verdadeiros crentes cair do estado de graça, em razão de suas
imperfeições e das muitas tentações e pecados que os assaltam?
(Pergunta 79) Resposta: Os crentes verdadeiros, em razão
do amor imutável de Deus, e do seu decreto e pacto de lhes dar a
perseverança, da união inseparável entre eles e Cristo, da contínua
intercessão de Cristo por eles, e do Espírito Santo e da semente de Deus
habitando neles, jamais poderão, total ou finalmente, cair do estado de
graça, mas são conservados pelo poder de Deus, mediante a fé para a
salvação.
Estudemos esta declaração pormenorizadamente:
1 – Realidade para os verdadeiros crentes
Como já afirmamos anteriormente, esta é uma
doutrina que diz respeito àqueles que são verdadeiramente crentes, os
escolhidos de Deus (Ef. 1:3-4), ou seja, os que nasceram de novo (Jo. 3:3)
ou foram regenerados (1 Pd. 1:3).
Para estes há a promessa e a esperança de serem
confirmados até ao fim (1 Co. 1:8). Na vida dos seus filhos o Senhor
completará, até o Dia de Cristo Jesus, a obra que ele iniciou (Fp. 1:6),
guardando-os íntegros e santificados (1 Ts. 5:23-24).
2 – Impossibilidade de cair do estado de
graça
Esta é uma afirmação que encontramos em diversas
partes da Escritura Sagrada: os verdadeiros crentes jamais cairão da graça
ou perderão a sua condição de salvos. Vejamos alguns textos:
“Em verdade, em verdade vos digo: quem
ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não
entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24)
O ponto que precisamos observar aqui é que
aquele que crê em Jesus como o seu salvador já tem a
vida eterna e passou da morte para a
vida. Jesus prometeu vida eterna a todos aqueles que o Pai lhe havia dado
(Jo. 17:2), aliás ele tornou-se o Autor da Salvação eterna (Hb. 5:9).
Logo, a pergunta que temos que fazer é: uma vida que se ganha e depois se
perde, ganha-se de novo com o risco de se perdê-la novamente, é vida
eterna? É possível também imaginarmos um Cristo que dá a vida eterna e
depois a toma? Logicamente que não. Quanto a este assunto, a Bíblia é
muito clara: “... os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis
” (Rm. 11:29).
Há outro texto muito esclarecedor no evangelho
de João.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as
conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão,
e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior
do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” (João 10:27-29)
Neste texto, Jesus demonstra o íntimo
relacionamento que há entre ele e as suas ovelhas e como elas o conhecem e
o seguem. Para estas há uma proteção especial e a certeza da segurança
eterna.
Elas recebem a vida eterna e a certeza de que
jamais perecerão. Ou seja, elas podem seguir confiantes o seu mestre,
independente do caminho pelo qual elas venham a ser conduzidas e das lutas
que venham a enfrentar. Elas sempre terão a certeza de que chegarão salvas
a seu destino final e de que nenhuma delas ficará perdida ou esquecida
pelo caminho (Mt. 18:12-14).
Podemos perceber que durante todo o processo,
sempre haverá uma dupla proteção: as ovelhas de Cristo são protegidas
pelas suas mãos e pelas mãos do Pai . Isto porque somos o bem mais
precioso que o Pai concedeu a Jesus Cristo. Por isso, nada temos que
temer. O cuidado do qual somos objetos é tão grande que nos impede até
mesmo de pularmos dos braços do Pai. Podemos comparar esta proteção ao
cuidado que uma mãe tem ao segurar seu filho, ou melhor, um cuidado
superior ao cuidado maternal (Sl. 27:10; Is. 49:15). Há ainda uma
referência que não pode ser omitida.
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva
esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para
uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus
para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para
a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” (1 Pedro 1:3-5)
Neste texto, o apóstolo Pedro começa bendizendo.
Mas, por quais motivos ele está louvando a Deus? Ele está louvando a Deus
porque fomos regenerados por causa da sua muita misericórdia.
Porém, o escritor não para por aqui. Ele continua dando os
propósitos para os quais fomos regenerados. São eles:
1 – Para uma viva esperança (v. 3) –
Esta esperança é a esperança da ressurreição final, garantida através da
ressurreição de Jesus Cristo.
2 – Para uma herança incorruptível (v. 4)
– Esta herança incorruptível é a nossa habitação no novos céus e
terra, é a nossa pátria celestial.
3 – Para a salvação (v. 5) – Esta
salvação é a redenção final que será manifestada quando Jesus Cristo
retornar.
Porém, seria interessante observarmos os versos
4 e 5. Eles nos dizem que os salvos tem uma herança. Em termos humanos,
por mais garantia que nos dêem, não temos total proteção dos nossos bens
ou de uma possível herança. Se o nosso banco falir, por mais dinheiro que
tenhamos nele, dificilmente recuperaremos alguma coisa. No entanto, quanto
a herança celestial, podemos ter a certeza que ninguém se apropriará dela.
Ninguém poderá roubar aquilo que Deus nos tem preparado (Mt. 6:19-20; 2
Tm. 1:12b), pois é ele mesmo quem a guarda.
Agora, que garantia temos nós de que estaremos
lá para receber esta herança. Em muitos casos os herdeiros morrem antes
mesmo do doador. Estes não recebem a sua parte. Felizmente este não é o
nosso caso. O próprio Deus é quem também nos guarda pelo seu poder para a
herança que ele mesmo já nos preparou (v. 5). Isto nos dá a garantia de
que estaremos lá para recebê-la. Logo, tanto a herança quanto os crentes
estão guardados pelo poder de Deus.
Estas são apenas algumas referências que nos dão
a certeza de que seremos guardados pelo próprio Deus para aquilo que ele
nos tem preparado. A verdade de que os verdadeiros crentes jamais cairão
do estado de graça é a certeza de que ele perseverará até ao fim.
II – A perseverança dos santos e sua
garantia
A Bíblia é muito clara em nos ensinar a
perseverança. Porém, esta importante doutrina não está desconexa de outras
doutrinas também claramente ensinadas nas Escrituras. Aliás, ela é de
certa forma uma decorrência de outros ensinamentos, da mesma forma
preciosos e confortadores. Vejamos, então, quais são as garantias que
temos de que os verdadeiros crentes perseverarão até o fim.
1 – É garantida pelo decreto da eleição
De uma forma muito clara, a Bíblia nos fala dos
decretos de Deus (Sl. 2:7; 105:10; 119:16; Pv. 19:21; Is. 23:9; At. 2:23;
13:36) e em especial ela nos fala da soberana eleição (Mt. 20:16; 22:14;
24:22, 31; Mc. 13:20, 27; Lc. 18:7; Rm. 8:29-30; 9:14-24; Ef. 1:3-14; 2
Ts. 2:13; 2 Tm. 1:9; Tg. 2:5). Porém, queremos atentar apenas para alguns
textos que além de nos confirmar a salvação como um dom de Deus,
ensina-nos que todo o processo da salvação até o dia de Jesus Cristo será
concretizado pela graça de Deus. A lógica é, se Deus nos escolheu e nos
chamou, consequentemente ele também não nos deixará perecer no caminho.
“Porquanto aos que de antemão conheceu,
também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim
de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que
predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também
justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”
(Romanos 8:29-30)
Neste texto fica bem claro que o Senhor não
somente nos predestinou e nos salvou para sermos semelhantes a Jesus
Cristo, como também fomos justificados e glorificados. Isto é, Deus não
salva e abandona os seus filhos no meio do caminho. Mais a frente, Paulo
continua:
“Aquele que não poupou o seu próprio Filho,
antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente
como ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).
A verdade aqui é, se o mais difícil, que era a
nossa salvação, foi providenciado através da morte de Jesus Cristo, Deus
não fará aquilo que nos falta para nos conduzir em segurança até o dia da
vinda do seu Filho? Logo, se Deus, desde a eternidade resolveu que iria
salvar pecadores, consequentemente, ele providenciaria todos os meios para
que os seus filhos permanecessem nos seus caminhos até o fim.
2 – É uma obra da trindade
É importante também enfatizarmos aqui que a
perseverança dos santos é resultado da obra da Trindade. A Trindade Santa,
sempre trabalhou junta. O pacto da redenção, a criação, a salvação, o
ministério de Jesus, a condução da igreja e tudo o mais, sempre foi
resultado do trabalho da Trindade. Semelhante, a perseverança dos santos
também é fruto do trabalho da Trindade.
2.1 – O amor do Pai –
São inúmeras as referências a respeito do amor do Pai. Por causa deste
amor eterno e poderoso é que temos a confiança de que estamos guardados.
Temos a garantia de que ele nunca nos abandonará e nos livrará de qualquer
situação ou criatura que tente nos arrebatar dos seus braços (Is. 54:10;
Jr. 31:3; Jo. 3:16; Rm. 8:37-39; Ef. 1:4-5; 2 Ts. 3:3-5)
2.2 – A mediação do Filho –
O outro trabalho que nos dá a certeza e a convicção de que
perseveraremos até o fim é a mediação de Jesus Cristo. Ele é o nosso sumo
sacerdote que se compadece das nossas fraquezas e que constantemente
intercede por nós, apresentando o seu sacrifício em nosso lugar (Lc.
22:32; Rm. 8:35-39; Hb. 6:18; 7:25; 9:12-15; 10:10, 14). Ele intercede por
nós suplicando a nossa santificação (Jo. 17:17); que estejamos para sempre
com ele a fim de que vejamos a sua glória (Jo. 17:24); para que o nosso
trabalho seja aceito pelo Pai (1 Pd. 2:5) e pelo nosso perdão (1 Jo. 2:1).
A maior garantia que temos é que Jesus mesmo disse que o Pai sempre o
ouvia (Jo. 11:41-42).
2.3 – O selo do Espírito Santo –
A outra garantia que temos de que os verdadeiros crentes
perseverarão até o fim é o selo do Espírito Santo. Não que o Espírito
Santo coloque um selo naqueles que crêem em Jesus, mas que ele mesmo passa
a habitar no crente e passa a ser o seu selo. O selo tem por objetivo
garantir a inviolabilidade e assegurar que mercadoria ou a carta chegará
no seu destino final. Assim, o Espírito Santo em nós (Jo. 14:16-17; Ef.
1:13-14; 4:30; 1 Jo. 3:9).
3 – É confirmada pelo pacto da graça
Além do trabalho da Trindade a nosso favor,
temos ainda a segurança garantida pelo pacto da graça. Sabemos que o
Senhor se relaciona conosco através de um pacto e que Cristo Jesus é o
mediador e o fiador deste pacto (Is. 42:6; 49:8; 1 Tm. 2:5; Hb. 7:22; 8:6;
9:15; 12:24). A Bíblia também nos ensina que Deus permanece fiel aquilo
que prometeu (2 Tm. 2:13), que não mente (Nm. 23:19; Hb. 6:17-18) e que é
imutável (Tg. 1:17). Logo, se ele fez um pacto conosco, ele jamais violará
este pacto (Jr. 32:38-41; Hb. 8:10-12). E mesmo para as nossas
transgressões, o Pai providenciou um substituto, para que suportasse no
nosso lugar as consequências da quebra deste pacto (Is. 53:4-6). Se
necessário for, seremos disciplinados pelo Pai por causa da nossa rebeldia
(Sl. 89:28-36; Hb. 12:4-10), contudo, ele jamais violará a sua aliança.
III – A perseverança dos santos e o
pecado
A esta altura é importante salientar que esta
doutrina não significa ausência de lutas na vida cristã e a abolição por
completo da responsabilidade pessoal que cada um tem diante de Deus. Temos
a convicção que há uma luta ferrenha contra a carne, o mundo e o diabo. A
vida cristã é uma batalha diária contra as forças do mal, contra a nossa
natureza pecaminosa e contra o mundo que nos rodeia.
Porém, o que esta doutrina nos ensina, é que
apesar de todas estas lutas, temos a garantia da vitória. Não por causa
das nossas próprias forças, mas porque o Senhor que nos manda ser fiéis
até a morte e perseverar até o fim, ele também nos dá os meios para
cumpramos os seus mandamentos. Esta doutrina nos auxilia e nos estimula na
nossa caminhada cristã, sabendo que podemos lutar dia após dia, que o
inimigo não será vitorioso na nossa vida e que se Deus é por nós, quem
será contra nós.
1 – Não impede o salvo de ser tentado
Algo que devemos ter em mente é que o crente
continua sujeito às tentações. Temos exemplos notáveis na Bíblia de homens
de Deus que, por não vigiarem, sucumbiram diante das tentações (2 Sm.
12:9, 13; Mt. 26:70, 72, 74). Esta doutrina não isenta o salvo de ser
tentado e também de pecar. Por isso há inúmeras advertências na Bíblia
para vigiarmos e orarmos. Somos orientados a fugir do pecado, não dar
ocasião a carne, resistir ao diabo e não sermos amigos do mundo.
2 – Não impede as consequências do
pecado
Da mesma forma como ainda estamos sujeitos à
tentação e ao pecado, também estamos sujeitos às consequências do pecado.
Não é o fato de sermos salvos que nos impedirá de colhermos aquilo que
plantamos.
2.1 – O desagrado de Deus
– Não é o por sermos filhos de Deus que levará o nosso Pai a
fazer “vistas grossas” ao nosso pecado. Ele se desagrada quando o
desobedecemos (2 Sm. 11:27; Is. 64:5-9). Não é porque ele é nosso Pai que
as nossas ofensas e pecados passam a ser irrelevantes e insignificantes
para ele.
2.2 – O entristecimento do Espírito
Santo – Outra consequência das nossas práticas pecaminosas é
o entristecimento do Espírito Santo (Ef. 4:30). A terceira pessoa da
Trindade é um ser pessoal, com sentimentos e vontade própria. Se nós nos
entristecemos quando somos ofendidos ou agredidos, o Espírito Santo
também.
2.3 – Privação da graça e conforto
divinos – O Senhor não revoga a aliança que ele fez conosco.
Porém, o nosso pecado nos priva da alegria da salvação, da comunhão com
Deus e do conforto divino. Não deixamos de ser filhos, porém temos o
relacionamento prejudicado e isto por causa dos nossos pecados (Sl. 51:8,
10, 12).
2.4 – O sofrimento –
Tudo aquilo que plantamos, colhemos. Os nossos pecados não somente
entristecem a Deus como também nos trazem sofrimento. Nem todo o
sofrimento é fruto do pecado, mas todo pecado nos traz em alguma medida o
sofrimento. O pior é que nem sempre somos nós os únicos a sofrerem por
causa do nosso pecado. Outros também acabam sendo atingidos, o que torna o
pecado ainda mais hediondo (Sl. 32:3-4; 51:8).
2.5 – O escândalo –
Outro problema decorrente do pecado é o escândalo que ele provoca (2 Sm.
12:14). Escandalizamos não somente os nossos irmãos, mas damos ocasião a
que os ímpios também blasfemem o nome do evangelho. Isto é algo muito
sério diante de Deus.
2.6 – Os juízos temporários –
Todo o verdadeiro crente não entrará em juízo, pois Cristo já
pagou por todos os nossos pecados. Contudo, isto não significa que não
seremos sujeitos à disciplina de Deus. Como Pai, ele nos conduz ao caminho
da santificação e para isto, se necessário ele nos disciplinará. Isto é o
que chamamos de juízos temporários (2 Sm. 12:10, 14-15; Sl. 89:30-33; Hb.
12:3-13).
Conclusão
Esta é uma das doutrina pilares da fé cristã.
Ela nos encoraja para a luta cristã, que nos mostra que o sacrifício de
Cristo não foi em vão e que nos conduz a humildade. Através dela
descobrimos que todo o mérito é de Cristo Jesus e não nosso. O Senhor nos
conclama a perseverarmos até o fim e ele nos dá os meios para isto.
Podemos nos fortalecer através da leitura da Bíblia, da oração, da
comunhão com nossos irmãos e da santificação.
Outra conclusão a que chegamos, é que nunca
estaremos sozinhos. Quando nos sentirmos tão fracos, achando que a nossa
oração não passará do teto, temos a segurança e a certeza de que estamos
seguros no braço do Pai, que ele sempre está pronto para nos perdoar e nos
receber. Uma grande verdade também que aprendemos através do estudo desta
doutrina, é que toda a nossa salvação é fruto da maravilhosa graça de
Deus. Não há espaço para arrogância, presunção ou vaidade.
Quanto aqueles que pareciam tão bem e hoje estão
longe dos caminhos de Deus, resta-nos suplicar a misericórdia de Deus
sobre a vida deles. Se eles forem verdadeiramente crentes, no tempo de
Deus, voltarão. Cabe a nós, a cada dia, suplicarmos por nossa própria
vida. Diante de tudo isto, só nos resta dizer:
“... corramos, com perseverança, a carreira que
nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé,
Jesus ...” (Hebreus 12:1-2).
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