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O Credo de
Apostólico*
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ORIGEM
O Credo Apostólico, o mais conhecido dos credos, é atribuído pela
tradição aos doze apóstolos.[1] Mas os
estudiosos acreditam que ele se desenvolveu a partir de pequenas
confissões batismais empregadas nas igrejas dos primeiros séculos.
Embora os seus artigos sejam de origem bem antiga, acredita-se
atualmente que o credo apostólico só alcançou sua forma definitiva
por volta do sexto século,[2] quando são
encontrados registros do seu emprego na liturgia oficial da igreja
ocidental. De um modo ou de outro, parece evidente sua conexão com
outros credos antigos menores; como os seguintes:
Creio em Deus Pai Todo-poderoso, e em Jesus Cristo, seu único Filho,
nosso Senhor. E no Espírito Santo, na santa Igreja, na ressurreição
da carne.
Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho
nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria;
concebido sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao
terceiro dia; subiu ao céu e está sentado à mão direita do Pai, de
onde há de vir julgar os vivos e os mortos. E no Espírito Santo; na
santa Igreja; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo.[3]
O Credo Apostólico, assim como os Dez Mandamentos e a Oração
Dominical, foi anexado, pela Assembléia de Westminster, ao
Catecismo. “Não como se houvesse sido composto pelos apóstolos, ou
porque deva ser considerado Escritura canônica, mas por ser um breve
resumo da fé cristã, por estar de acordo com a palavra de Deus, e
por ser aceito desde a antigüidade pelas igrejas de Cristo.”[4]
TEXTO EM PORTUGUÊS
Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.
Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi
concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria;
padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e
sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está
sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para
julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos
santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida
eterna. Amém.
TEXTO GREGO
O texto grego a seguir só será visto corretamente no seu monitor, se
você tiver instalado no seu computador a fonte Graeca.
Pisteuvw eij" Qeo;n Patevra pantokravtora (poihth;n ourjanou' kai;
gh'").
Kai; eij" Cristo;n jIhsou'n, UiJo;n aujtou' to;n monogenh', to;n
Kuvrion hJmw'n,
to;n gennhqevnta ejk Pneuvmato" JAgivou kai; Mariva" th'" parqevnou,
to;n ejpi; Pontivou Pilavtou staurwqevnta kai tafevnta,
th'/ trivth/ hJmevra/ ajnastavnta ejk nekrw'n,
ajnabavnta eij" tou;" oujranouv".
Kai; eij" Pneu'ma {Agion,
aJgivan (kaqolikh;n) ejkklhsivan,
a[fesin aJmartiw'n,
sarkov" ajnavstasin,
(zwh;n aijwvnion.) jAmhvn.[5] |
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NOTAS
*
Extraído de Paulo Anglada, Sola Scriptura: A Doutrina Reformada das
Escrituras (São Paulo: Os Puritanos, 1998), 178-79.
[1] Alguns chegaram a sugerir que cada apóstolo teria
contribuído com um artigo.
[2] Schaff, Creeds of Christendom, vol.1, 20. Citado
por A. A. Hodge, Outlines of Theology (Edinburgh, & Pennsylvania: The
Banner of Truth Trust, 1991), 115.
[3] O primeiro desses credos provém, provavelmente, da
primeira metade do segundo século. O segundo, conhecido como Credo Romano
Antigo, provém da segunda metade do segundo século. Ver O. G. Oliver Jr.,
“Credo dos Apóstolos,” em Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja
Cristã, vol. 1 (São Paulo: Vida Nova, 1993): 362-63.
[4] Citado por A. A. Hodge, Outlines of Theology, 115.
[5] Do Psalterium Aethelstani. Citado por Frans Leonard
Schalkwijk, Coinê: Pequena Gramática do Grego Neotestamentário, 5 ed. (Patrocínio-MG:
CEIBEL, 1989), 109.
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